Ninguém é só vilão
Micah defende a liberdade e permite que inocentes paguem por ela. Sarathen quer acabar com o sofrimento e, para isso, precisa acabar com a escolha. A Saga não distribui absolvições: distribui consequências.
A origem de uma escolha
Antes de Niamh, houve uma escolha.
Antes da escolha, houve um universo.
As maiores histórias e teorias da humanidade — esoterismo, ufologia, alquimia, religiões, civilizações perdidas — narradas do ponto de vista de quem esteve lá. No centro delas, uma criança nascida em Atlântida com poder para escolher qual futuro sobrevive.
VínculoMicah
ContrasteAnhotak
LegadoSarathen
Quando o vazio respirou
Não havia estrelas, mundos ou distância. Havia relações possíveis: matéria esperando contorno, luz esperando direção e consciências que ainda não haviam escolhido um rosto.
Micah tocou o vazio e imaginou seres capazes de regressar à Fonte por vontade própria. Anhotak observou a primeira luz e perguntou se uma vontade poderia existir sem conhecer a recusa. Entre as mãos dos dois, uma esfera recém-nascida reuniu promessa e perigo no mesmo pulso.
A pergunta nunca foi respondida por argumento. Eras depois, ela precisaria nascer — com nome, corpo e uma mãe disposta a protegê-la do próprio universo.
E assim, a liberdade ganhou consequências.
O que é esta Saga
Esoterismo, ufologia, alquimia, geometria sagrada, religiões comparadas, física quântica, civilizações perdidas. Cada uma dessas tradições guarda um fragmento da mesma história — e todas foram transmitidas por gerações que não sabiam o que estavam repetindo.
A Saga do Universo de Nebadon parte de uma inversão simples: em vez de analisar esses relatos de fora, ela os narra por dentro — do ponto de vista de personagens que participaram dos fatos que depois virariam mito, escritura, lenda ou nota de rodapé.
Não é um tratado nem um manual. É ficção construída sobre um lastro de pesquisa, onde a queda de uma civilização, a rebelião de um arcanjo e o funcionamento de um cristal obedecem às mesmas leis internas — e onde nenhuma explicação chega pronta.
Micah defende a liberdade e permite que inocentes paguem por ela. Sarathen quer acabar com o sofrimento e, para isso, precisa acabar com a escolha. A Saga não distribui absolvições: distribui consequências.
Aqui a magia tem contabilidade. Alterar o improvável gera dívida, memórias se embaralham e o operador absorve o resíduo daquilo que recusou. Quem usa o dom para dominar acumula uma corrupção que ninguém consegue devolver.
Yggdrasil, a Árvore da Vida cabalística, os chakras, as Sephiroth, o Bardo tibetano, as rodas de medicina, o Demiurgo gnóstico. Não como citações decorativas — como descrições parciais de uma mesma arquitetura.
Impérios caem em segundo plano. O que a Saga persegue é menor e mais difícil: uma mãe decidindo até onde protege, um mentor admitindo que falhou, uma criança descobrindo que existir já desloca o mundo.
No centro de tudo
Nascida em Atlântida, filha da xamã Eirene e do alquimista Cyan. Uma Ser Nexus — uma das raras consciências capazes de tocar a Energia do Caos, o campo das possibilidades que ainda não foram escolhidas.
Um Nexus não cria do nada. Escolhe entre futuros que a realidade ainda consegue sustentar — e cada escolha apaga as outras. É por isso que conselhos, criadores e impérios inteiros se voltaram para o quarto onde ela ia nascer: não pelo que Niamh poderia destruir, mas pelo que ela poderia tornar possível.
O que você vai encontrar
Cada tomo é construído sobre um mistério real — histórico, esotérico ou científico — e o transforma em acontecimento vivido, não em explicação.
O que está em jogo
O resíduo das possibilidades recusadas. Cresce sempre que o poder é usado para dominar, apagar ou substituir a escolha alheia — e nenhum Nexus está imune.
A rede de Sarathen para consolidar uma única versão da realidade e enfraquecer todas as outras. Age por sonhos, memórias implantadas e histórias reescritas.
Uma queda antiga isolou este sistema dos circuitos do universo. Mundos inteiros deixaram de receber notícias da própria origem — e aprenderam a chamar isso de normalidade.
Xopatz viajando como impulsos psíquicos, Arcontes como conselheiros invisíveis. Uma conquista feita de influência lenta, para que a galáxia peça a ordem que será imposta.
Nada disso se resolve com uma batalha. Resolve-se — quando se resolve — com alguém disposto a escolher sabendo o preço.
O prólogo cósmico
Sete limiares separam o centro imóvel da criação de uma ilha no Atlântico. Quatro ordens legislam a vida sem que nenhuma mande nas outras. Dois criadores firmaram um pacto sobre o significado da liberdade — e a herdeira de um deles decidiu que a liberdade era o erro.
A crônica completa reúne a cosmologia, as ordens, as sete eras e as cinco forças que preparam o terreno para o Tomo I. Não é obrigatória para começar a ler a Saga. É o que transforma cada escolha do Tomo I em consequência.
Passagens através do tempo
A linha central transforma Nebadon. As histórias laterais revelam as experiências silenciosas que tornarão essa transformação inevitável.
Os sete limiares, as quatro ordens, o pacto, a ruptura e as forças que prepararam o universo para o nascimento de uma possibilidade.
Atravessar esta passagemFuturos incompatíveis ocupam o mesmo instante quando uma criança respira pela primeira vez.
Atravessar esta passagemEcos da infância
Um pergaminho reconhece Niamh e abre a memória de um lugar que alguém tentou apagar.
Atravessar esta passagemUma experiência de Cyan retorna nas mãos de Niamh e revela o custo invisível de uma invenção.
Antes de ser mentor e protetor, WindFur chega à Terra com ordens que não conseguirá cumprir sem se transformar.
WindFur transforma poder em disciplina sem apagar a curiosidade. As primeiras aventuras de Niamh revelam que brincar, errar e fazer amigos também alteram as correntes do Nexus.
Entre artefatos, mapas vivos e segredos de Cyan e Eirene, Niamh começa a compreender que todo dom produz consequências que nenhuma técnica consegue escolher por ela.
A adolescência leva Niamh aos ensinamentos felinos de Sirius. Novas amizades, rivalidades e afetos colocam em conflito aquilo que WindFur ensinou e aquilo que ela precisa descobrir sozinha.
Às portas da maturidade, Niamh encontra vestígios de outras seres Nexus e decide quais heranças aceitará de Micah, Anhotak, Atlântida e de seus próprios pais.
Banida em Arconis, Sarathen envia presenças espirituais e etéreas para dominar lentamente civilizações reptilianas, insectoides e outras linhagens. Ainda não é a busca por Niamh: é a construção do exército que um dia será usado para encontrá-la.
Quando o Nexus alcança a maturidade, os caminhos preparados por Sarathen convergem. A invasão deixa de ser influência silenciosa e a busca por Niamh finalmente começa.
Niamh deverá decidir se liberdade ainda vale o risco depois de conhecer todos os futuros que ela pode ferir.
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